Freguesia da Almagreira


Património Cultural

Forte de São João Batista

No lugar da Praia, encontra-se edificado um edifício isolado de arquitetura militar, cuja construção se situa entre os séculos XV/XVII. É uma pequena fortaleza, também conhecida por “Castelo”, foi construída a Sul da Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, junto à foz da Ribeira da Praia.

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Casario Típico

Por toda a Freguesia de Almagreira é possível encontrar casas rurais e casas de habitação que remontam aos séculos XVII, XVIII e XIX, todas com a chamada “caixa do lar” (chaminé de seção retangular) e forno semicilíndrico salientes, construídas em alvenaria de pedra rebocada e caiada, a maioria com o soco, cunhais e molduras dos vão pintados da cor do almagre, a argila vermelha característica da freguesia.

São do modo geral casas de planta retangular, com uma porta central e uma janela de cada lado e um balcão na fachada. São construídas com um telhado de quatro águas, num só piso quando implantadas em terreno plano, ou em dois pisos quando em terreno acidentado, neste caso, possuem meia loja no nível inferior para compensar o declive.

As chaminés mais antigas são retangulares e as mais recentes são cilíndricas, as chamadas chaminés de vapor que quase não existiam no início do século XX, mas que se tornaram características da ilha.

Fornos da Cal

Em Almagreira existem dois fornos de cal, nos quais em tempos remotos se procedeu ao fabrico da mesma a partir do calcário. Um dos fornos situa-se na zona do Touril que poderá ter sido construído no século XIX, e o outro próximo do moinho da rocha, este em melhor estado de conservação que o anterior.

Moinhos

Na freguesia, podem ainda ser vistos duas tipologias de moinhos distintas. Integrado numa casa de habitação de dois pisos no lugar do moinho da rocha como é conhecido, é possível observar o que resta de um moinho de água. No lugar da carreira é possível visitar um moinho de vento de cúpula rotativa do qual resta apenas o corpo do edifício em alvenaria de pedra rebocada e caiada. Este último é tudo indica o mais antigo moinho de vento da ilha e foi recentemente adquirido pelo Município com vista à sua recuperação e reabilitação para posterior abertura ao público sob responsabilidade da Junta de Freguesia, de forma a dar a conhecer o modo de funcionamento e traço original dos moinhos de vento, um símbolo da freguesia e da ilha.

Mata-Mouras

No lugar da Covas, é possível visitar um conjunto de covas, localmente conhecidas por “mata-mouras”. São estruturas com função de silos subterrâneos de consideráveis dimensões, construídos entre os séculos XV e XVII, com o intuito de armazenar e esconder, os cereais e o trigo produzidos na freguesia, dos ataques piratas.

Quinta do Falcão

É a mais antiga quinta, das várias que existem na freguesia, e está datada do século XVIII. É conhecida pelo seu muro pintado de almagre e pelo pequeno mirante da mesma cor. Pertença de privados, é constituída por habitação, cavalariças, edifícios de apoio à atividade agrícola, poço e mirante. Inclui vários corpos de um e dois pisos dispostos em torno de um pátio fechado que forma um retângulo.

Quinta dos Arrudas

Situada no lugar do Monteiro, encontra-se em estado de ruína, tratando-se de uma possível quinta de recreio construída no século XIX, e da qual restam apenas as fachadas da habitação de um piso. A quinta é complementada por dois edifícios de apoio às atividades agrícolas, currais e jardins.

Quinta de Nossa Senhora do Monte

Originária do século XIX, a Quinta de Nossa Senhora do Monte, é uma casa rural de dois pisos e sótão, situada no centro da Freguesia. Possui, cisterna, mirante, casa do alambique e uma Ermida dedicada a Nossa Senhora do Monte.

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